sexta-feira, 15 de abril de 2011

The Evil Dead - Parte 2


Se você assistiu "The Evil dead", esqueça tudo que você sabia sobre o mesmo, pois essa continuação nega quase tudo no que diz respeito ao estilo de narrativa do filme anterior que, de uma película de terror, até que competente pelo seu baixo orçamento, acabou se tornando uma obra com altas doses de comédia e aventura!
E pode existir um filme assim?
Evil Dead 2 provou que sim!

Primeiramente, é preciso salientar que apesar dele ter o "2" na frente, ele não é bem uma continuação direta, e sim um remake do 1º filme e, mais ou menos uma sequela, já que ele continua de onde o outro parou, mas mesmo assim é uma realidade alternativa dos eventos mostrados, ou seja, totalmente novo.

Diferente de antes, Ash vai pra cabana apenas com sua namorada Linda(que aqui também é interpretada por outra atriz) sem nenhum amigo adicional.
A partir daí temos uma sequência de fatos contada de forma muito rápida. Mais precisamente, tudo que você teria que saber sobre o filme passado é contado por Raimi nos 7 primeiros minutos(leia a 1ª parte dessa resenha)
O filme só começa a mostrar algo, realmente novo, depois que segue a sequência da última cena de "the evil dead", onde Ash estava para ser possuído por um demônio e, de fato, nesta sequela, vemos que ele foi, mas consegue se libertar do domínio do energúmeno, com o raiar do dia.
Ash tenta fugir, mas a ponte de acesso à cabana foi misteriosamente destruída(lembram disso?), fazendo com que o atormentado Ash fique enclausurado no local, encarando várias situações bizarras.

Pra piorar ainda mais as coisas, Annie, a filha do proprietário da cabana aparece com outras páginas do livros do mortos, a procura de seu pai, já que não dava notícias há um certo tempo.
Junto de Annie vem seu namorado Ed e mais um casal de guias oportunistas, os malas Jake e Barbie Joe(Que nome ridículo...)
A partir daí, os 5 passam, basicamente, a mesma coisa que os protagonistas da prequela: tentar não ser possuído por nenhum demônio ou, mesmo, sobreviver aos próprios amigos.
Ao contrário da primeira parte de "Evil Dead", descobre-se um meio de acabar com os demônios permanentemente, tendo a ver com o livro dos mortos(claro...)

O Filme em si

Parece que apesar do filme ser um bocado diferente do anterior, Sam Raimi teve uma certa cautela de manter vários elementos do original, como a ponte, o gravador, o colar de Linda, o punhal, a famosa ceninha da árvore(mas sem estupro!) e vários outros elementos, mas acredite, foram apenas essas coisinhas(e os elementos do enredo) que ficaram intactas, pois, como dito no início desse post, o estilo mudou bruscamente.
Esqueça aquele clima sério e pesado que permeava, já que essa sequela é beeeeeem mais tranquila com seu conjunto de cenas cômicas , que conta até mesmo com referências da série de "Os três patetas", a qual Sam Raimi é fã.
Eu disse cenas cômicas? Esse filme é uma comédia só!
Ou você consegue levar esse filme a sério quando Ash tenta se livrar da cabeça de Linda batendo-a pelas paredes da cabana? ou quando o olho da mãe de Annie entra na boca dela? E o que dizer das brincadeiras envolvendo a mão possuída de Ash? :X

Agora, sobre os atores...
Bom, não há muito o que falar deles, não há nenhum aqui que se destaque, mesmo porque a história e o roteiro favorecem mais a atuação de Bruce Campbell mesmo, que nesse filme está impecável!
Na 1ª parte dessa série de posts sobre Evil dead, disse que falaria de forma imparcial sobre os filmes, mas fica difícil quando vemos a atuação marcante e canastrona de Campbell que, sem dúvida, está infinitas vezes melhor! Esse hiato de 6 anos que separou um filme do outro fez um bem danado pra esse ator!
Temos aqui um Campbell mais maduro, mais confiante, mais "solto" e, melhor de tudo, que não se leva a sério em nenhum momento!
Me parece que na primeira empreitada, Sam Raimi disse para Campbell: "Tente parecer o mais assustado que puder, ok?"; já nesse 2º filme, a ordem deve ter sido "Pareça assustado... mas, se puder, não leve tão a sério!" Se a última ordem foi essa, com certeza o ator acatou isso tudo perfeitamente(e com méritos!)
Se for parar pra pensar, 90% das cenas cômicas do filme se encontram na atuação do mestre Campbell, com suas caras e bocas que depois de um tempo você já estará habituado a entender o "modus operandi" dele, como a sua sombrancelha direita que sempre insiste em se erguer(rsrs).

Algumas cenas que merecem destaque:

Não consegui deixar de achar graça do jeito que Ash é possuído no início do filme, com aquele efeito de filmagem exagerado e o corpo do azarado Ash girando que nem uma enceradeira e, em seguida, voltando ao normal com o olho vesgo!

Quando Ash se depara com a ponte destruída, Bruce Campbell dá o famoso grito clichê de "noooo" mais falso e engraçado da história do cinema xD

Ash fugindo do demônio, com o carro, e depois saindo correndo que nem um doido pra dentro da cabana, derrubando uma porta atrás da outra e sempre olhando pra trás, pra dar um grito! Hilário mesmo!

A mão de Ash que cria vida própria, seguida da frase "you dirty bastards! Devolvam minha mãããão!" Outro ponto na interpretação de Campbell!

Tirando a parte cômica, na parte técnica o filme é brilhantemente filmado com tomadas e cortes de câmera inteligentes, junto com um rítmo de acontecimentos mais frenético que o do filme anterior que, mesmo que você não esteja gostando do filme, não consegue fazer com que o espectador tire os olhos da telinha, na ânsia de ver o que vem depois e, acredite, você também vai sentir isso depois de ver tantas situações absurdas e surreais!
Outra coisa que se nota de longe, é a presença pesada de cenas em stop motion e de animatrônicos que, se por um lado soam falsos, por outro lado combinam com a atmosfera afetada e peculiar da obra, em outras palavras, dá um charme todo especial ^.^

Vale lembrar que nesse filme o protagonista Ash ficaria ainda mais famoso, devido a moto-serra no braço e a boa e velha espingarda na outra mão, junto com a sua fala "Groovy"

Ei? Se você está pensando que este que lhe escreve não é muito seleto nos filmes que assiste, saiba que meu lado crítico não dormiu por completo ao assistir esse filme, ok?
Tenho ciência que o roteiro de Evil Dead 2 é bem genérico e possui linhas de fala bobinhas, mas esse filme deixa uma lição: quando um filme é bem dirigido e te ensina que a alma do negócio é só cair na diversão e não levar as coisas tão a sério, qualquer coisa vai bem!

Finalizando

Não sei como o platéia do cinema reagiu quando assistiu esse filme pela 1ª vez, esperando ver algo parecido com o anterior e se depararando com um produto final tão diferente, mas acredito que se a reação foi tão agradável quanto a minha, então esse filme é altamente recomendado para qualquer pessoa que queira assistir algo leve em um fim de semana, acompanhado dos amigos, pois com certeza será diversão garantida!
Sem dúvida, Evil Dead 2 é um filme que você vai querer conferir e divulgar por aí.

sexta-feira, 4 de março de 2011

The Evil Dead - Parte 1


Muito tem se falado sobre a trilogia The Evil Dead nos últimos anos, mas a maioria(ou quase...) das coisas faladas e comentadas não passam de uma sinopse rápida sobre a história ou de um delírio dos fãs. Por esse motivo decidi escrever sobre os três filmes, de forma imparcial, e analisar os detalhes que me parecerem relevantes de comentário.

The Evil dead, mais conhecido como "Uma noite alucinante" aqui no Brasil, é um filme estaduniense, de 81, dirigido e produzido por Sam Raimi, juntamente com seus amigos Bruce Campbell(atuando aqui como ator e co-produtor) e Robert Tapert(como produtor).

O filme é um dos mais lembrados da história do cinema, devido ao personagem Ash, pelas bizarrices, pela produção paupérrima e por se tratar do filme que fez lançar o nome de Sam Raimi como diretor na indústria cinematográfica e do ator Bruce Campbell, o qual é lembrado até hoje pelo papel do afetado Ash, protagonista dos 3 filmes da série.

Vamos por partes então, começando pela história inteira.

Tudo começa quando um grupo de 5 amigos vão passar um fim-de-semana em meio as montanhas do Tenesse, em uma cabana inóspita.

São eles: Ash(Bruce Campbell), Linda(namorada de Ash), Cheryl(irmã de Ash) e seus amigos Scott e Shelly.

Na estrada, enquanto todos estavam no carro, se encaminhando para a citada cabana, algo estranho acontece fazendo com que Scott, que é quem dirigia, perca o controle da direção, o volante começa a girar sozinho, quase resultando em um acidente. Só por aí já notamos que há algo nas redondezas.
O carro também passa por uma ponte de condições precárias, o que quase leva todos a caírem em um precipício.
Com a chegada dos amigos na cabana, Cheryl, para se distrair tenta desenhar um relógio que se encontra no local, mas tem sua mão possuída por uma força que domina seu braço e faz um desenho de um rosto deformado na folha.

Um pouco depois, o alçapão do porão dá alguns solavancos, assustando a todos. Scott e Ash vão averiguar e encontram um estranho livro com gravuras macabras, juntamente com uma fita, um gravador e um punhal com motivos demoníacos.

Scott liga o gravador. Na gravação escuta-se o registro de uma pesquisa de um arqueólogo/historiador que diz ter achado o livro, que eles têm em mãos, numa escavação em ruínas candarianas e que foi para aquela cabana, em companhia da esposa, para pesquisar melhor a respeito do livro. O livro fala, parafraseando a fala original do filme, de demônios, ressurreição dos mesmos e forças que vagam.

Em certo momento da gravação, o pesquisador começa proferir as palavras do livro no seu idioma nativo. Nessa hora, ouve-se uma voz demoníaca também proferindo as mesmas palavras e se vê um tremor no solo, do lado de fora da cabana.
Cheryl pede que Scott desligue o rádio, mas é ignorada. Um galho da árvore bate na janela, assustando a todos. Cheryl corre assustada para o quarto e Ash se irrita com Scott por não ter cessado a gravação.

Durante a noite, Cheryl é atraída para fora da cabana e vai em direção às árvores que, assustadoramente, ganham vida e começam a enrolar vinhas no corpo de Cheryl, inclusive rasgando sua roupa e a estuprando. Cheryl consegue se soltar e vai embora aterrorizada para a cabana, contando a todos sobre o corrido, mas estes, incrédulos da história, não dão ouvidos a Cheryl.

Ash decide ir embora com sua irmã, mas quando chegam na ponte(a mesma que estava em condições precárias) vêem que já não existe mais nada lá, ou seja, não há como ir embora. Cheryl, desesperada, diz a Ash que algo não quer que nenhum deles ali deixem o local.
Já de volta na cabana, Ash escuta sozinho mais alguns trechos da gravação, o pesquisador diz que sua esposa foi possuída por um demônio e que crê que o único jeito de acabar com um desses que foram possessos, é por esquartejamento.
Enquanto Ash escuta a fita, Linda brica de adivinhar as cartas que Shelly tem na mão e Cheryl, que estava longe e virada, começa a divinhar as cartas, com uma voz macabra. Ao se virar, todos constatam que Cheryl foi possessa por um demônio, essa diz algumas palavras e cai no chão.

Linda chega perto do corpo de Cheryl e é supreendida com um ataque da mesma, que infrinca um lápis em seu tornozelo. Ash tenta detê-la, mas é jogado longe pela força descomunal que agora Cheryl possui. Cheryl vai pra cima de Ash, que estava caído no chão, mas é detida por Scott que a golpeia e a prende no porão.
Na mesma noite, enquanto Shelly está em seu quarto, um demônio entra pela janela e, ao longe, Scott e Ash escutam os seus gritos. Scott vai verificar e é atacado por Shelly, que também foi possuída, não havendo outra escolha senão matá-la. Scott esquarteja o corpo de Cheryl e, junto de Ash, enterram seu corpo no quintal.

Scott diz a Ash que já não consegue mais ficar no local, devido aos acontecimentos, e Ash diz que não pode ir, pois Linda ainda mal conseguem ficar de pé, por ter sido atacada no tornozelo por Cheryl. Scott decide ir sozinho, vai tentar achar uma trilha que contorne as montanhas, já que a ponte já não existe mais.

Ash vai no quarto de Linda para ver como ela está, mas é tarde demais, Linda também foi possuída e começa dar uma risada esganiçada.
Scott também volta, todo ferido, já às portas da morte, dizendo que as árvores criaram vida e o atacaram.
Nesse instante, Linda entra na sala rindo, ainda de forma esganiçada, o que enlouquece Ash, fazendo com que a esmurre. Scott diz para Ash matá-la.
Ash pega a velha espigarda achada no porão, junto com o livro e a fita, e tenta matar Linda, mas não consegue. Linda retorna a si e dá um abraço em Ash.

Embaixo do alçapão que leva ao porão, Cheryl também parece voltar ao normal e implora que Ash a tire de lá debaixo, mas quando Ash chega perto, Cheryl gruda em seu pescoço, já possuída novamente. O demônio pede que Ash se una a eles.
Linda, também, já possessa outra vez, faz com que Ash a leve para fora da cabana.

Quando volta, Ash descobre que Scott já não está mais vivo.
Linda entra ferozmente na cabana em direção de Ash, ferindo seu braço com o punhal que eles haviam achado no porão. Os dois se atracam na sala e Ash a empurra no chão, de modo com que o punhal cravasse(e atravessasse) seu corpo. Linda cai inerte no chão.

Ash vai até o armazém da cabana, amarra Linda e tenta esquartejar o corpo com uma serra-elétrica, mas não consegue fazer isso e vai enterrá-la do jeito que está.

Antes de enterrá-la, Ash tenta pegar um pingente que havia dado a Linda e estava em seu pescoço, mas Linda ainda não está morta e fere a perna de Ash; novamente os dois tem uma luta curta, na qual Ash é obrigado a decapitá-la com uma pá.

Ao voltar para a cabana, Ash descobre que Cheryl escapou do porão. Ash pega a espingarda para se proteger e é atacado por Cheryl, pela janela, e dá um tiro nela, e, em seguida, fecha todas as portas da cabana para que Cheryl não entre. Ash decide ir ao porão para pegar mais cartuchos para espingarda, presenciando outras coisas bizarras, como o fluxo de sangue que sai das tomadas e das lâmpadas e a ligação automática de um projetor.
Ash vê seu estado deplorável em um espelho e, ao tentar tocá-lo, constata que o espelho tem uma forma líquida, fazendo Ash ir à beira da loucura.
Ash encosta na porta, pega o pingente de Linda, que estava em seu bolso, e dá uma breve olhada, sendo interropido pelas duas mãos de Cheryl que atravessam a porta e grudam no rosto de Ash. Ash dá um tiro que atravessa o maxilar de Cheryl.

Scott revive, já possuído por um demônio, e tira a arma de Ash; os dois começam uma luta, enquanto Cheryl esmurra a porta querendo entrar.
Scott pega Ash pelo pescoço e o levanta. Para se se defender, Ash perfura os dois olhos de Scott com os dedos e, em seguida, arranca, o que parece ser, o órgão sexual de Scott(!!!), fazendo Scott cair no chão.

Ash nota que o corpo de Scott está "fumegando" e percebe que isso tem algo a ver com o livro que está quase entrando em combustão, perto da lareira.
Cheryl consegue entrar na cabana e esmurra Ash, que cai. É bom notar que o fenômeno de "fumegação" também está presente no corpo de Cheryl.

Ash no chão, se rasteja para por as mãos no livro, mas Scott puxa sua perna, impedindo que Ash o pegue; enquanto isso, Cheryl pega um atiçador de brasa e dá consecutivos golpes no torço de Ash.
Ash, com muito custo, pega o pingente de Linda e consegue arrastar o livro para perto de si, tacando-o na lareira, o que faz com que os corpos de Cheryl e Scott derretam.

Ash sai da cabana e observa o dia já raiando, mas pouco tempo depois vem uma criatura pra cima dele, gerando um grito por parte de Ash, que por sua vez leva ao fim do filme.

Bom, agora vamos ao detalhes técnicos...

Como podem notar, descrevi a história do começo ao fim, com o maior número de detalhes relevantes, mas com o simples propósito de expor a bizarrice que cerca a obra e da difícil tarefa dos atores de passar credibilidade em meio a tantas situações estranhas e, pior de tudo, em um filme onde o orçamento magro de pouco mais de US$ 350.000,00, uma verdadeira audácia por parte de Sam Raimi & cia, nos faz pensar no milagre que os mesmos fizeram com tão poucos recursos disponíveis.

Falando em atores, vou dar uma pincelada em cada um deles, e nos seus respectivos personagens.

Todos os atores não são estrelas conhecidíssimas hoje em dia, a não ser Bruce Campbell, que mesmo assim tem muita gente que nem sabe da existência dele(minha irmã por exemplo!), mas mesmo assim merecem um certo destaque, pois se alguém(com mais de 20 anos) se lembra dos filmes que passavam no cine trash da band, também deve se lembrar que a maioria dos atores desses filmes iam de mediano a pior; vendo por esse ângulo, até que o filme de Sam Raimi não foi tão infeliz na escolha de atores.

Shelly(Theresa Thilly)
Shelly não contribuiu muito para o fime. A impressão que dá é que ela só estava lá para ser mais uma da trupe a ter seu corpo possuído, já que seu texto foi o mais reduzido da trama. É difícil avaliar a atuação da atriz, visto que ela não fez nada que outra pessoa comum não faria(sem exagero!) e quase nada que fosse "somar" ao filme, mas se por um lado não ajudou, por outro lado também não atrapalhou...

Cheryl(Ellen Sandweiss)
Cheryl foi a primeira dos personagens a ter experiências, realmente, estranhas, como na ocasião em que um demônio dominou sua mão e desenhou uma gravura do "livro dos mortos" em seu caderno, ou na cena que ficaria sendo uma das mais marcantes do filme(e porque não dizer da história do cinema?), a qual ela é estuprada por uma árvore. Sem dúvida, de todos os atores, Ellen Sandweiss foi a que se saiu melhor atuando, encarnando muito bem o papel. Acredito que se Bruce Campbell não fosse o ator escolhido para ser o protagonista, Ellen Sandweiss, teria sido uma ótima substituta para a tarefa.

Linda(Betsy Baker)
Linda está quase no mesmo patamar que Shelly, a única diferença é que ela tem um "status" mais importante por ser namorada do protagonista Ash. Também não contribui muito para o filme, sendo que a coisa mais difícil que atriz Betsy Baker fez, foi dar um grito quando Cheryl(possuída) espeta um lápis no seu tornozelo; Linda, quando possessa, adquire a habilidade de rir de uma forma esganiçada que nos faz torcer para que Ash a mate logo...

Richard Demanicor(Scott)
Scott é o típico amigo incrédulo e cheio de brincadeiras sem-graça que perturba a todos, estereótipo que era muito popular em filmes do gênero nos anos 80.
Scott no filme tem uma personalidade que parece ofuscar a do frágil e gentil Ash, em outras palavras, Scott é tudo que Ash não é, ou pelo menos até que as coisas comecem a ficar "interessantes" pro lado do pobre Ash.Como visto na história do filme, Scott é o último a ter seu corpo dominado, mas antes disso ele desempenhou um importante papel na trama, aprisionando Cheryl no porão e matando Shelly. É óbvio que Scott possui mais "atitude" que Ash, que até antes da morte de Scott, sempre vivia à sua sombra. Na minha concepção, o papel foi muito bem tocado por Richard Demanicor, mas apenas mediano(o que é bem melhor que ruim), sem nenhum destaque evidente, ao contrário dos casos de Ellen Sandweiss e Bruce Campbell, que foram ótimas interpretações.

Bruce Campbell(Ash)
Ahá! deixei o nosso querido herói por último!
Ash, no começo da película, se mostra com ares de atrapalhado, frágil e bom moço e é assim até o fim do filme.
Como bom moço que é, Ash sempre dá ouvidos ao que seus amigos dizem, diferente de Scott que faz piada com tudo e a todos. Ash tem um crescimento na trama, confome seus amigos vão morrendo, pois vai se transformando de um bobalhão para uma pessoa com um pouco mais de personalidade, também, pudera, com o circo pegando o fogo o rapaz não poderia bancar o passivo o tempo todo.
Ash, junto de sua irmã Cheryl, é um dos primeiros a se preocupar sobre a história do pesquisador presente na fita gravada, escutando sozinho mais alguns trechos dela.
Sam Raimi nos joga na cara várias vezes que o personagem Ash é um rapaz tão puro de coração que sempre hesita em abandonar ou fazer mal aos seus amigos, respectivamente, isso é provado quando Ash tenta tranquilizar Scott, que já está às portas da mortes, dizendo que tudo vai ficar bem e todos vão voltar pra casa(sim, Ash leva em consideração até mesmo os seus dois amigos que estão possuídos, acreditando que ainda terá um jeito de salvá-los @.@) e também quando hesita duas vezes em matar sua namorada Linda.

Antes de assistir o filme, eu já tinha ouvido falar da interpretação canastrona de Bruce Campbell e, de fato, algumas vezes ele não passa credibilidade alguma, como nas ocasiões em que Scott tenta deter Cheryl ou na vez que o mesmo Scott esquarteja Shelly, mas conforme vamos assistindo percebemos que o "gosto" do personagem é esse mesmo: não se nota se esse é o jeito dele de ficar atônito com as adversidades, se é porque ele tem um certo auto-controle com as coisas ou se o diretor Sam Raimi não soube dirigir Bruce no papel mesmo!Procuro pensar que Bruce Campbell só fez o seu melhor possível na época. Não podemos cobrar muito de um rapaz que até então só fazia filminhos amadores(e de brincadeira!) com Sam Raimi e Robert Tapert!
Mesmo assim, notei algumas boas faíscas de uma ótima interpretação em algumas ocasiões, como quando Ash não consegue usar a serra-elétrica em Linda e chora logo em seguida ou nos momentos finais do filme, quando o personagem, já bastante desgastado, solta um sorriso esquizofrênico, como se já estivesse perdendo a sanidade mental. Num balanço geral da intepretação de Bruce Campbell, sua atuação no filme é cheia de altos e baixos(assim como sua carreira @.@), mas mesmo assim cumpriu excelentemente bem o seu papel, sendo um ator que cresceria ainda mais na posteriores sequelas do filme. Nota 10 para Campbell!

O filme em si

Para um filme feito por um diretor novato, a obra se saiu melhor que a encomenda.
Sam Raimi foi feliz na empreitada, mostrando sua competência nas pequenas sutilezas que cercam o filme, como o jeito ousado de filmagem de certas cenas em que Raimi soube demonstrar que sabia muito bem o que estava fazendo. Basta notar na câmera que se afasta vertiginosamente de seus amigos, quando Scott está para abrir a cabana; na tomada feita por fora da cabana, enquanto Cheryl faz um desenho no caderno, ou nos simples closes que Raimi dá nos rostos de alguns personagens, em especial no semblante desesperado de Ash nos momentos finais.

É impossível falar de The Evil dead sem mencionar na grande escatologia que predomina no filme, como a cena em que os pedaços esquartejados de Shelly continuam se mexendo no chão ou na longa sequência que se extende quando os corpos de Scott e Cheryl entram em decomposição, numa cena, diga-se de passagem, bem exagerada. Apesar do exagero poder ser encarado como fútil e desnecessário, acredito que isso reforça ainda mais o clima bizarro do filme e faça com que tenhamos uma empatia maior pelo, já afetado, psicologicamente, Ash. Em meio a esse pandemônio todo, lembro de uma cena que marcou bastante nesse filme. É a cena onde Ash já se entregando a loucura, por não aguentar mais o que passara até então, põe a mão no bolso e dá uma olhada no pingente de Linda... É como se ele estivesse querendo retornar a sua sanidade mental e pensado: "Ok, ainda sou um ser humano, apesar de tudo..."

Muito se fala também do uso de bonecos na produção, mas se formos analisar bem o orçamento apertado ao qual o filme foi "imaginado", esse tipo de coisa, ao meu ver, não afeta em nada, já que a medida que essas coisas começarem acontecer com frequência, o espectador já está tão imerso no filme que nada vai fazer pará-lo de assistir, salvo sob a exceção do boneco usado pra representar o lápis perfurando o pé de Linda, já mencionado duas vezes, mas mesmo assim o uso desses bonecos não chegam a ser tão fajutos como nas produções de heróis nipônicos que rechearam nossas TV no fim dos anos 80 até a metade dos anos 90...

Vale ressaltar, também, o rítmo frenético que permeia o filme do começo ao fim; momentos de calmaria são raros nesse filme, o que não deixa que o espectador desgrude um segundo o olho da tela. Simplesmente um dos filmes com narrativas mais rápidas que já assisti.

Finalizando

O fato de The Evil Dead ter sido feito com muito esforço por um grupo de amigos tão próximos e visionários, passando pela dificuldade de ter que chegar ao cúmulo de tentar angariar fundos através de rifas na vizinhança para a produção do filme, faz com que eu veja The Evil Dead como uma produção feita com muito esforço e carinho por parte de todos os envolvidos.

The Evil dead é um p*** filme e merece a legião de fãs que tem, inclusive seu status "cult", mas não deve ser assistido apenas por isso ou por ser um "filme B" famoso, e sim pela boa diversão/distração e pelo bom filme que é.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Hall da Fama - 2º Firebrand

Viva! Até que enfim fiz outro post!
Nesse post ia falar apenas sobre o ilustríssimo Firebrand, mas também decidi falar sobre os jogos em que ele atua como protagonista(pra compensar esse tempão sem postar nada!)

Bom, mas vamos lá...

Em 1985, a Capcom lançou o arcade Ghosts 'n Goblins, a história do cavaleiro Arthur que devia resgatar a sua amada Guinevere do Rei dos demônios...

Nesse jogo aparecia um diabrete vermelho muito chato...
Na continuação desse mesmo jogo, o Ghouls 'n Ghosts, esse diabrete vermelho também apareceu...
Sabe se lá porque, a Capcom, em 1990, decidiu fazer desse diabrete um herói de seu próprio jogo, nascia assim o jogo "Gargoyle's Quest", para game boy com o tal dibrete vermelho como protagonista, aparecendo seu nome pela primeira vez: Firebrand (guarde bem este nome).
O jogo era uma mistura de RPG com ação, na qual o diabrete Firebrand deve derrotar o malígno rei dos demônios, Breager, que quer o colápso do reino.
Acredita-se que Firebrand seja o lendário "Red Blaze", aquele que segundo as lendas antigas irá livrar o reino do caos!

No jogo, Firebrand pula, voa, gruda na parede, atira bola de fogo pela boca...

Não é uma maravilha isso? Onde que um jogo tradicional, da época, em que tudo que faziamos era pular e atacar, poderia fazer algo além disso?

Conforme se avança no jogo, Firebrand ganha outros atributos, como pulo mais alto, vôo por
mais tempo e poder de seu tiro melhorado(no caso dele, baforada de fogo hehehehe)
Uma coisa, no mínimo, estroncha, foi a capa que o jogo ganhou na época, com Firebrand com pele verde, sorridente e mais vestido que o normal, mas tudo bem, o jogo é ótimo mesmo assim! (E além do mais, os americanos sempre estragavam as capas nas versões americanas, vide as do megaman que saíram para NES, e chore...)

Com o sucesso desse jogo, ele teve uma continuação entitulada "Gargoyle's Quest 2" e dessa vez foi para o NES, essa continuação mantinha, basicamente, o mesmo sistema de jogo do original.

A história começa a partir do ponto que Firebrand completa seu treinamento no reino de Etruria, mas subitamente uma luz negra dizima esse reino e o único remanescente é Firebrand, que se ergue e parte em um jornada pelo mundo, passando por outros reinos, até descobrir que mistério circunda por volta dessa tal luz negra.
Ainda não vi nenhum site comentar a respeito, mas a impressão que eu tenho é que os acontecimentos desse jogo se passam antes do jogo original, já que Firebrand, no início do jogo ainda está completando seus treinamentos.Outro vestígio a respeito disso é que Firebrand se encontra em outra dimensão(ele não está no reino dos demônios em Gargoyle's Quest, então, presume-se q ele esteja no mundo dos humanos, o que seria um elo de ligação com o fim do segundo jogo!)
E o gran finale:
Demon's Crest! O último jogo da trilogia do diabrete Firebrand é o Demon's Crest de SNES, que muitos(eu também não sabia disso!) acham que ele foi o primeiro jogo que o diabrete Firebrand atuou como protagonista.

Esse jogo é o máximo! Um dos melhores jogos já lançados pra SNES, até hoje quero achar ele no Mercado Livre, mas os preços estão muito salgados por lá e, além do mais... cof cof... acho que me desviei muito do assunto, não me deixe mais fazer isso hihihihihi

Voltando ao jogo...
Bom, dessa vez, aproveitando o avanço tecnológico do SNES, Firebrand já parece com mais vida do que os poucos pixels e frames que tinha na época de Game boy e NES; é um esplendor ver Firebrand disparar sua bola de fogo pela boca e imaginar se ele está se esforçando para atirar a tal bola ou se na verdade está com um sorriso sarcástico em seu rosto ^^

Na nova história, pedras mágicas caem do céu(as "Crests"), do nada, e tanto o reino dos demônios, quanto o dos humanos, começam a travar uma batalha pra ver quem conseguirá reunir todas, já que com o poder das tais pedras, o portador conseguirá um poder infinito, capaz de reger a tudo e a todos! As pedras são: Fogo, ar, água, terra, tempo e céu.
Depois de muita luta, Firebrand é o detentor de todas, mas devido a uma luta feroz contra o demônio Dragão, no qual era portador da pedra do céu, Firebrand fica muito ferido e é pego desprevenido por Phalanx, um demônio traiçoeiro que quer se utilizar dos poder das pedras para dominar ambos os mundos de demônios e de humanos.

Todas as pedras são roubadas de Firebrand por Phalanx, restando apenas uma lasca da pedra de fogo com Firebrand, pedra essa que Phalanx incumbe seu braço direito, Arma, de recuperá-la de Firebrand.
Começa então a luta de Firebrand para recuperar suas pedras de volta!

Aparentemente, esse jogo se passa depois do primeiro Gargoyle's Quest, já que há um demônio em uma cidade que reclama de Firebrand, dizendo que ele quase arrasou o reino dos demônios com sua arrogância, e que tem esperança que Phalanx vire o soberano do reino.
Isso nos leva a pensar que desde que Firebrand derrotou Breager, no jogo original, o reino dos demônios virou uma terra sem-lei, onde todos competem pelo trono, já que Firebrand pouco ligou em assumir o trono após a morte do antigo rei. Isso fez com que eu passasse a ver Firebrand de outro jeito, ou seja, um demônio "bon vivant" que só se preocupa com batalhas e de querer superar inimigos cada vez mais fortes q ele, esse é o prazer dele. Pelo menos é o que deixa a entender no último final do jogo (esse jogo tem 3 finais!)

O jogo esqueceu de vez a parte RPG e se concentrou totalmente na ação.
Nessa nova aventura, Firebrand tem capacidade de vôo ilimitado, não necessitando que Firebrand precise coletar nenhum item específico para mantê-lo mais tempo no ar, como acontecia nos jogos anteriores.

Conforme jogamos Demon's Crest, Firebrand vai recuperando aos poucos as Crests roubadas por Phalanx. Cada uma dessas crests dão um poder específico para Firebrand, por exemplo, se você usar a Crest da Terra, Firebrand se transformará em um Golem que pode destruir obstáculos que as outras formas não podem, mas sem a capacidade de voar e possuir uma rajada que percorre o chão; já a Crest do Ar possibilita a plenitude vôo de Firebrand, permitindo que o mesmo vá para lugares antes inacessíveis e que corte cipós com seu novo tiro, que lembra bastante um boomerang... e por aí vai.
É difícil alternar entre as variadas formas de Firebrand e não se lembrar do robôzinho azul da Capcom, Megaman, o esquema é muito parecido! Sem falar que última forma de Firebrand tem "ultimate" no nome...
Se você for fera o bastante e conseguir todos os itens do game, após derrotar Phalanx(que estará muito mais difícil!), você vai adquirir a Crest do Céu, que estava em poder do vilão, liberando a forma suprema de Firebrand, forma essa que possui todos os poderes das Crests anteriores e mais a possibilidade de encarar um demônio secreto que leva ao último final do jogo.
Caso arrisque a derrotar esse demônio, boa sorte, pois o lance é pedreira!

Depois que se passa a primeira fase, notamos, também, que agora há um mapa 3D muito bem feito pra época(94), se utilizando do já manjado efeito "mode 7" do Snes, bem parecido com o que foi criado para o jogo Final Fantasy 6.

Bom, é isso aí...

Apesar de Firebrand ser P*$# personagem, ele nunca conseguiu chegar ao estrelato entre as criações da Capcom, como os figurões Megaman e Ryu; seja por seu visual demoníaco(eu mesmo, quando era mais novo, não jogava por causa disso xD) ou por pouca divulgação por parte da Capcom, o fato é que os jogos do diabrete vermelho são legais pacas e merecem serem jogados e apreciados!
Curiosidades:

* Firebrand se mostrou um personagem bem popular entre os fãs da Capcom, já que foi lembrado e apareceu em 20º lugar na lista dos 25 personagens mais queridos de todos os tempos, da empresa.(Foi no final de 2008)
* Firebrand fez outras participações recentes em alguns jogos, mas a mais notável foi no jogo SNK VS Capcom onde, se não me falha a memória, ele era o chefe final do jogo.
* No Japão, Firebrand possui o nome de "Red Arremer"
* Não havia notado, mas até agora apresentei dois personagens da Capcom, da próxima vez vai ser algum de outra softhouse!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

CABO DO MEDO

INTRODUÇÃO
Uma vez estava sem muito sono numa noite de sábado e liguei a TV, passava Supercine, foi quando vi um ator expert em papéis onde ele é o vilão ou antagonista de algum mocinho, era Robert De Niro.Nesse filme, de Niro encarnava o papel de um psicopata recém saido da cadeia que aterrorizava a família de um advogado. Na ocasião, assisti ao filme de forma empolgante, até seu desfecho.
Muitos anos depois, dia desses, por acaso, passando por uma loja de departamento, vejo esse filme visível nas prateleiras e, sem pensar duas vezes, tratei logo de levá-lo.

Dessa vez decidi assistí-lo com a proposta em mente de escrever uma resenha sobre ele.

Esse filme é Cabo do medo, um ótimo suspense, de 91, do aclamado diretor Martin Scorsese, que recentemente dirigiu o novíssimo, também suspense, Ilha do Medo, mas que não chega nem perto desse filme, dono da resenha.
Cabo do medo é uma refilmagem do clássico de 62, do diretor J. Lee Thompson. Ainda não assisti a esse filme, mas se for tão bom quanto essa versão mais nova, eu faria uma resenha aqui pra ele, com muito prazer.

Mas sem mais delongas, vamos ao filme.

HISTÓRIA
Cabo do medo se trata da história de Max Cady(De Niro), um psicopata que foi libertado, após passar 14 longos anos na prisão.Cady, no tempo em que esteve preso, armou um plano muito bem arquitetado para se vingar de seu advogado, Sam Bowden(Nick Nolte), que acredita ser o responsável por sua prisão.O plano de Max Cady é simples: aterrorizar a família de Sam dentro dos limites legais que a lei permite.
Max Cady passa a ser presença constante, longe ou próxima, na casa da família Bowden.

Cady expõe Sam Bownden ao ridículo, fazendo com que seus colegas de profissão e policiais achem que Sam está paranóico, já que Cady sempre age dentro da lei, não restando provas que o incriminem.Cady investiga Sam e descobre que ele tem um caso extraconjugal com uma amiga, o que ele não deixa barato, e tenta expor isso à mulher de Sam, Leigh(Jessica Lange)
O clima na casa dos Bowden já não é mais o mesmo diante da traição descoberta por Leigh e a filha problemática do casal, a inocente pré-adolescente, Danielle(Juliette Lewis).

Sam já não aguenta mais esconder de Leigh que Max cady, realmente, tem motivos suficientes para querer a cabeça dele e de sua família, revelando que no passado, quando defendeu Max Cady, omitiu uma prova crucial que livraria Cady da prisão, abusando da falta de instrução escolar de Cady, que na época não passava de um analfabeto.
Cady também revela que já não é mais o mesmo de antes, contando que nos 14 anos que passou na prisão, tratou de se alfabetizar e de estudar incessantemente vários livros de direito para chantagear Sam, se utilizando de métodos legais.

As coisas ficam mais complicadas para Sam quando Cady descobre a existência de sua filha, Danielle, e passa a flertar com ela, disfarçando-se de professor de teatro.
Sam, disposto a desmascarar Cady, contrata um detetive particular para cuidar do caso, mas a tentativa é falha e Cady logo descobre que está sendo seguido.O detetive de Sam instrui o mesmo a contratar um bando de párias a dar cabo de Max Cady, fazendo com que Sam aceite, mas de nada adianta, Cady consegue revidar e dá uma surra em todos os seus algozes.
Sam, já desesperado, decidi...

Gostou da história até aqui? Assista ao filme, pois não darei spoiler ^.^

O FILME EM SI
Bom, mas agora falando tecnicamente do filme, ele é, simplesmente, impecável!
Mas também, com três atores de peso como Robert de Niro, Nick Nolte e Jessica lange em um filme, não deveria resultar em algo ruim, não é mesmo?

Falando em atores, mesmo as atuações individuais de cada um agradando, devo deixar claro que quem brilha mesmo no elenco, sem dúvida, é Robert de Niro. De Niro convence como nunca no papel de Max Cady, não deixando dúvidas de que ele nasceu para esse tipo de papel.

Lembrando ainda que De Niro faria, futuramente, o papel de outro psicopata, Gil Renard, no filme Estranha obsessão, de 96.

Outra coisa que me agradou muito, é o rítmo rápido e intrigante que o diretor Scorsese deu ao filme. Cabo do medo nunca é entediante e sem ação, é sempre instigante e intrigante, fornecendo interação ao expectador, que age com empatia total ao desesperado Sam Bowden, mas que ao mesmo tempo nos faz ter um sentimento de desaprovação quanto ao seu caso extraconjugal; raiva de sua filha Danielle, que se deixa ser seduzida tão fácil por Max Cady; e que entendamos o lado humano de Max Cady, que passou 14 anos na prisão por causa de um advogado, que em tese, deveria protegê-lo(não que isso justifique suas ações também).

FINALIZANDO
Bom, enfim... Cabo do medo é um ótimo filme para se assistir em uma noite de sábado e, também, um dos melhores filmes que já tive o prazer de assistir, fazendo com que seja obrigatório na coleção de qualquer cinéfilo que se preze ou para os amantes do gênero suspense.
Sem dúvida, um clássico. ^^
Curiosidade: Uma paródia foi feita em cima de Cabo do Medo, no seriado dos Simpsons.
Confira no link: http://twitpic.com/1zsj27

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Hall da fama - 1º Morrigan Aensland



Uau! Depois de muito tempo sem postar nada por aqui, tive uma idéia: intercalar meus posts com apresentações de personagens marcantes de games.
O 1º personagem que vai inaugurar essa série de posts é a maravilhosa, sensacional, glamurosa, gost... quer dizer... cheia de saúde, Morrigan Aensland! *.*

O que me levou a escrever sobre essa personagem foi que, antigamente, em eventos de animes, se via muitos cosplayers dela, o que já não se vê mais com tanta frequência nos dias de hoje, reflexo do próprio jogo Darkstalkers, que anda abandonado pela Capcom.
Ainda estou no aguardo por mais um jogo da série(e não por meras participações em crossovers ¬¬), portanto, falar da Morrigan não é só falar de umas das personagens mais famosas dos games, e sim do meu carinho pela série Darkstalkers também!

Bom, mas chega de conversa e vamos para a biografia da moça!

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Biografia

Morrigan é uma habitante do Makai(traduzindo:mundo dos demônios), universo que serve de cenário para a maioria dos acontecimentos da série Darkstalkers.
Em sua infância, Morrigan foi descoberta por Belial, dono do castelo Aensland e um dos regentes de Makai. Belial notou um imenso poder em Morrigan, que poderia considerá-la como um demônio "classe S" na escala de poder dos demônios.
Belial temeu o poder de Morrigan, por achar necessário que houvesse alguém mais forte e com mais sabedoria em Makai para que balanceasse as coisas e admnistrasse melhor o poder.
Belial decidiu dividir o poder de Morrigan em três partes: 1/3 ficou com ele mesmo, 1/3 ele aprisionou em outra dimensão e a última parte permaneceu com a própria Morrigan. Belial, assim, adotou a jovem Morrigan, tratando-a como filha desde então.
Morrigan se sente muito entediada no castelo Aensland, fazendo com que passe mais tempo no mundo dos humanos do que em Makai, fazendo isso, muitas vezes, sem o consentimento de seu pai.

Morrigan tem longos cabelos lisos e esverdeados, asas de morcego nas suas costas e nas laterais de sua cabeça(lembrando que Morrigan é uma succubus), corpo esbelto e seios fartos, seduzindo facilmente os homens do mundo humano, fazendo que eles satisfaçam as vontades dela.

Morrigan costuma pensar que o que mais a excita são as batalhas contra outros oponentes, acha isso tudo um universo mágico e encantador.

Uma vez Morrigan foi invocada por um estranho poder(o demônio Pyron) a se aventurar em uma luta entre outros Darkstalkers no mundo dos humanos, não pensou 2 vezes antes de fazer parte disto.
Após sua aventura, retorna para o castelo Aensland e tem uma notícia triste: seu pai havia falecido, deixando o trono Aensland sob seu regimento agora. O poder que Belial havia adquirido de Morrigan também volta a ela.
Mesmo com a nova responsabilidade e mais poderosa, Morrigan continua a viver do mesmo jeito que antes, se esquivando de suas obrigações como herdeira do trono e se preocupando apenas com divertimento.

Quando o castelo Aensland é sugado por outra dimensão(majigen) criada por Jedah(do castelo de Dohma), Morrigan pela primeira vez age com responsabilidade e luta para proteger seu reino e o destino de Makai. Na ocasião ela se encontra com Lilith, que se trata de uma criatura semelhante a ela, que nada mais é do que a personificação do 1/3 de poder de Morrigan que Belial havia aprisionado em outra dimensão e que fora libertado pelo demônio Jedah.
Nos momentos finais Lilith se funde com Morrigan, fazendo-a adquirir novamente seu poder total.

Particularidades

Nos fnais de Morrigan é comum vê-la se lamentando por sua vida voltar a ser monótona de novo.

Morrigan tem uma pinta de filha de papai e de, por que não dizer também, "fresca".
Morrigan não anda pelo cenário, ela levita, e quando está parada abana seu rosto com as duas mãos de um jeito suave e delicado que deixa qualquer um louco.
Quando vence uma luta, Morrigan saltita como uma menina(assim como Chun-li faz) e, em outra, suas asas(tanto as das costas quanto as da cabeça) se materializam em morcegos, formando um trono que a suspende no ar.
Na tela de seleção de personagens do primeiro jogo, Morrigan firula uma mecha de seu cabelo.

No quesito luta, Morrigan é uma oponente formidável, se utilizando de suas asas como armas, transfomando-as em lâminas ou nuvens de morcegos e se aproveitando de seus poderes mágicos. Sua agilidade e força são bem balanceados, assim como Demitri e Gallon.

Demitri, aparentemente, preenche a vaga de protagonista da série Darkstalkers, mas muitas vezes é sugerido que na verdade o protagonista da série é Morrigan Aensland, pela sua importância dentro do storyline e pelas suas muitas aparições em jogos fora da série.
Morrigan seria uma protagonista anti-herói, já que apesar da sua natureza e forma demoníaca, ela não é má.

Concepção

Em sua concepção, os criadores da série Darkstalkers tinham em mente que criariam duas personagens femininas: uma mulher-gato e uma fêmea vampira, respectivamente Felícia e Morrigan Aensland.
Uma seria a personagem "sexy" e a outra seria a personagem "bonita", mas o tiro saiu pela culatra, e aconteceu que o design de Morrigan acabou sendo considerado mais sensual e atraente que o de Felícia, ocasionando na alteração do conceito original criado para essa última.

Gameplay

O gameplay de Morrigan é muito parecido com o de Demitri... pra ser bem franco, é como se Demitri fizesse o papel de Ryu, e Morrigan, Ken em uma versão das trevas de Street fighter.
Morrigan ainda possui o "Super Move" Darkness Illusion, que é acionado com uma sequência de botões, fazendo com que se assemelhe ao "Shun Goku Satsu" do personagem Akuma/Gouki de Street Fighter.

Curiosidades

- O site GameSpy listou Morrigan Aensland em 3º lugar na lista "Top 10 Babes in Games" comentando que ela é a resposta da Capcom contra Mai Shiranui(o que não deixa de ser uma verdade)
-O nome "Morrigan" é o nome de uma divindade celta relacionada à guerra, conflito e fertilidade(ummm... ^.*)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A luta dos animes


Well, well... Como podem notar, já fazem mais de duas semanas que postei algo, mas acreditem, foi por motivo de força maior ^^"

Nesse post decidi fazer um desabafo sobre animes.

Há uns dias atrás li um comentário pragmático de uma amiga minha, que falava sobre animes...
Ela dizia que animes não faziam seu gênero, e que conhecia DRAGON BALL e SAKURA CARD CAPTORS.

O que ela disse não foi nada demais, mas já ouvi coisas bem piores.
Bom, vamos lá, hoje me senti na necessidade de bancar o advogado dos animes...

Animes geralmente são estereotipados como obras infantis desprovidas de conteúdos profundos, em que os protagonistas geralmente se envolvem em lutas inacabáveis, onde a única solução para os problemas parece(sempre) ser a mesma: sair no braço. Como eu disse acima, isso é um estereótipo e, portanto, não deve prevalecer, embora esse seja o paradigma que os japoneses encontraram desde o surgimento de HOKUTO NO KEN, Shônen de pancadaria lançado em 83 e que tem grande popularidade no Japão há quase 30 anos.

Mas é aí que eu te pergunto:

Você aceita o mesmo que a massa? Tudo que passa na Tv aberta é bom(em tese deveria ser...)?
O que mais te atrai? Comédia, romance, aventura, luta, drama, sacanagem?
Qual tema mais te agrada? Escolar, Medieval, Futurista, artes marciais, paranormal, militar?
O que você acha que dá um "tcham" na obra? Homens/Mulheres bonitos/as, sangue e tripas voando, protagonistas dark, Robôs(ou Mechas), bichinhos fofinhos(kawaii)?

Como pode perceber, a gama de possibilidades é enorme pra que os animes sejam estigmatizados de formas tão pejorativas, como se costuma ouvir por aí, ainda mais se você restringir a apenas um gênero, o que é uma grande bobagem, já que no Japão eles recebem até uma categoria direcionada para cada público-alvo a que se destina. Exemplo: Shônen(meninos), Shôjo(meninas), Josei(mulheres), Kodomo(para crianças) e por aí vai...
Para esclarecer, os animes que a minha amiga citou estão nas categorias Shônen(Dragon Ball) e Shôjo(Sakura Card Captors).

Agradeço Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, YuYu HAKUSHO, sakura Card Captors, Magic Knight Rayearth e tantos outros que passaram aqui por essas bandas, pois escancararam as portas para a cultura nipônica e fez com que o povo ocidental abrisse os olhos para um outro universo de entretenimento e animação de ponta.

1/1000 dos verdadeiros animes que realmente valem a pena assistir, sequer chegaram a passar em canais abertos, pois estes negligenciam quase quem em sua totalidade os amantes de histórias profundas ou, pelo menos, bem contadas, pois prezam pelo rápido e fácil, sem falar no lucro vendendo uma tralha aqui e ali(bonecos, acessórios, camisetas, DVDs e etc...).
Eles pouco importam sobre que raio de anime passe, contanto que se converta em ibope nas manhãs de programas infantis matutinos ou em quinquilharias.

Sabe quando você se senta em frente à uma TV e vai trocando de canais(aberto ou não) e só vê o mesmo de sempre e se pergunta se não há algo melhor pra assistir? Pois é, com os animes acontece o mesmo, mas é uma pequena parcela que realmente quer entender o que é anime; a grande maioria fica no achismo e ainda arruma tempo pra criticar os fãs com as seguintes alegações que considero absurdas. Abaixo algumas delas:

•Animes são violentos e possuem temas sexuais.
Tsc tsc. E por que diabos Brasil Urgente e as novelas das 8 ainda estão no ar, e quanto aos enlatados americanos que passam à luz do dia? E o pior, as ações são reais, e não animadas. Seu filho assiste? Por que você deixa?

• Animes são infantis.
Já procurou assistir algo que na sua concepção não seja infantil? Sua concepção se formou assim assistindo quais animes?

• Quem curte anime é retardado(coloque outra palavra aqui se quiser) e são pessoas que perdem grande senso da realidade.
Anime é a única forma de entretenimento que gera fãs maníacos? Animes não fazem nada, as pessoas sim. Os animes podem até sugerir algo, mas quem faz a ação é o indivíduo. São apenas os animes que sugerem coisas? os filmes, seriados não podem fazer o mesmo?
Conheço mulheres que traíram seus maridos assistindo exemplos vistos em novelas...

• Conheci fulano que não estudava, não trabalhava, só pra assistir anime.
Além da minha resposta ser parecida com a resposta de cima, também não gosto do "fulano" que faz isso; suja ainda mais a reputação dos animes, e pior, por alguém que não cuida do seu futuro...
Me poupe! os pais que cuidem desse mala. Se a pessoa é relaxada, ela vai ser assim pelo resto da vida, com ou sem animes!

Grande parte de muita dessa ladainha veio dos Yankees, que se viram em uma maré de azar desde que houve a invasão da cultura japonesa na terrinha deles, e um pouquinho mais aqui pro sul.
Se você reparar bem, grande parte da parcela do mercado de animação e de HQs, hoje é dominado por produções nipônicas, mostrando que não deixam nada a dever para as produções americanas que, aliás, estão em baixa já faz muito tempo, tanto em técnica, quanto em cativação junto ao público(Bob esponja chega perto de Naruto?). A animação americana é uma sombra do que já foi no passado(mais especificamente nos anos 80 e início dos anos 90)
Aposto minha meia da sorte, que esses boatos sobre animes começaram a ser espalhados por lá.

Ironicamente, Osamu Tezuka, criador do mangá moderno, se baseou nos traços da Disney, ou seja, os próprios americanos contibuíram na concepção da "criatura". Ummm... se bem que Walt Disney era espanhol...

Falando em Disney... Por que muitos aceitam suas animações infantilóides, mas quando vêem um anime dizem que ele é infantil? Animação 3D deixa o conteúdo de uma obra menos infantil?A propósito, se quer assistir alguma animação 3D de ponta, assista Final fantasy: Advent children, essa sim é uma animação 3D que vale a pena, e faz o que a Disney não fez até hoje: Fazer uma modelagem de humanos à beira da perfeição.
Bom, mas deixa isso pra outro post...

O Brasil é um grande exportador de novelas, mundialmente conhecidas(até no Japão!). Isso sem falar nos jogadores de futebol. Por que não permitir que o Japão também exporte o que ele tem de melhor?

Se não tivesse algo pra fazer mais tarde, estenderia essa discussão humanista por mais algumas várias linhas, mas acho que já consegui passar o recado.

Resumindo:

• Animes não são infantis, pois não se restringe a um único gênero.
• Animes não são apenas os que passam na TV aberta ou fechada, procure algo "não-TV", de preferência, assistindo Ergo Proxy, Neon Genesis Evangelion ou Great Teacher Onizuka(GTO)
• Animes não transformam pessoas, só sugere(como várias outras coisas em mídias diversas)
• Os fãs de animes não são diferente de fãs de qualquer outra coisa.
• Ser "fã de anime" não é sinônimo pra idiota.

Agora, sobre mim:

• Só pra constar, animes não fazem grande parte da minha vida, só escrevi o post, pois queria abrir mais a mente de quem vê animes como uma espécie de subcultura.
• Muitos de meus projetos futuros não envolvem animes, pra falar a verdade nenhum deles.
• Não vivo e respiro animes, gosto de várias outras coisas também.
• O que me atrai em animes e mangás são: as histórias têm um fim, diferente das HQs e animações americanas; os protagonistas geram uma empatia muito grande no público; os temas são mais diversos que as Hqs americanas.

Bom, era isso...

Obrigado pela paciência e até a próxima! ;)

Dedico esse post para Karoline e Iomar, dois amigos que têm uma certa resistência a animes. Dedico pro Evaldo também, que não tem nada a haver com o post, mas tive o prazer de conversar com ele ontem hehehehe(desculpe se eu não entendi algo, Evaldo, a ligação estava ruim! Mesmo assim foi um prazer ^^)

Papo furado: Apesar de eu ter usado Naruto como referência de sucesso, não gosto dele.E não, não tenho uma meia da sorte e também não sou xenófobo no que diz respeito ao povo americano, só acho que eles deveriam se reinventar; pra falar a verdade, isso já está acontecendo, mas quando vou a uma banca e vejo uma capa do homem-aranha onde ele aparece junto com o Barack Obama, chego a perder as esperanças.. xD
Note que não incluí as Hqs européias nos exemplos, pois não há nada o que falar delas, a qualidade é suprema.
A garota da imagem é Reiko Mikami, uma sexy exorcista de fantasmas, protagonista do anime Ghost Sweeper Mikami, outro anime desconhecido, até mesmo por fãs de animes. ^^
Eu gosto de HOKUTO NO KEN, mesmo que essa série feda testosterona no início, porém, ela fica muito legal depois que o personagem REI entra em cena :D
Não gosto de fazer posts desse tipo, quando a gente expõe a nossa verdade, acaba ficando com pinta de antipático. Acho que é por isso que enjoei do Jorge Kajuru, o cara é muito punk nos seus comentários, Tomara que eu não vire um Kajuru também ^^".
Não que eu aceite as coisas como são, e sim porque certas coisas não têm solução mesmo, então não tem porque debater.
Às vezes me sinto meio cansado pelo mundo ter se tornado um lugar tão complicado e assustador pra se viver; coitado do Godzilla, nem assusta mais...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Little Nemo: the dream master


No post "A perseverança de Winsor Mccay" comentei que tinha o jogo "Little Nemo: the dream master", mas não falei nada sobre ele, decidi comentar um pouco sobre ele nesse post...

Bom, pra quem não sabe(ou pra quem está com preguiça de ler o post que mencionei), esse jogo foi baseado na tira de 1905, Little Nemo in Slumberland, do desenhista Winsor Mccay, que contava a história de um garotinho chamado Nemo que toda noite tinha sonhos surreais, sempre acordando quando se encontrava em perigo ou em algum situação intrincada, sendo em seguida, repreendido por sua mãe reclamando por ter comido demais antes de dormir ou coisa do tipo...Nemo em seus sonhos sempre tenta chegar à Slumberland, mas, sempre por algum empecilho, nunca consegue tal feito, seja pelo tal Flip, que usava um chapéu onde estava escrito "Wake Up", ou por algum perigo iminente, como comentado acima.

O motivo de Nemo tentar chegar em Slumberland é o convite feito pelo Rei Morpheus, de vir para seu reino e virar companheiro de brincadeiras de sua filha, Camille. O storyline do jogo é justamente esse, tentar chegar no reino de Slumberland.

Costumo pensar que a vida útil do NES se estendeu de 85 até 90, pois em 89 surgiu o megadrive e em 90 surgiu o SNES. O pessoal já não via mais o bom e velho NES como antes, apesar de seus jogos ainda terem sido lançados até 94.

Com a nova geração de consoles chegando, noto que nos períodos de 89 à 90, as softhouses procuraram forçar ao máximo o hardware do NES e, quando não faziam isso, procuravam fazer jogos mais atraentes, com um bom gameplay para o jogador.

Little Nemo chegou em 90 pelas mãos da Capcom(provavelmente motivado pelo filme de animação, de 1989).

Os gráficos do jogo são bem coloridos e com backgrounds bem feitos e diversificados, rivalizando bem com os ótimos trabalhos de gargoyle's quest 2(92) e megaman 6(93), ambos da própria capcom.

O legal desse jogo é que as fases não repetem o design, como nos jogos do Mario, ou seja, toda fase é totalmente diferente da outra.

Mas não é nos gráficos que Little Nemo brilha(apesar de não fazer feio também) e sim na mecânica de jogo.

Toda fase, Nemo deve encontrar um determinado número de chaves para abrir a porta que se encontra no final, mas ele não está sozinho nessa, pois terá que se utilizar da ajuda de várias criaturas espalhadas pelos cenários.

Os movimentos básicos de Nemo são: pulo, arremesso de doces e nado, mas somando as habilidades das tais criaturas, Nemo pode: escalar, pular mais alto, nadar mais rápido, socar, cavar(de 2 jeitos possíveis), destruir blocos e até mesmo voar.

Essa possibilidade de alternar entre uma criatura e outra nas fases é o máximo!

Você vai passar 90% do jogo se utilizando de alguma dessas criaturas, já que o ataque de doces de Nemo só serve para atordoar o inimigo por um tempo ou alimentar as tais criaturas aliadas(é desse jeito que elas vêm para o seu lado, sendo alimentadas)

O jogo consiste de 8 fases, sendo que da fase 1 até a 7 o sistema que predomina é o de encontrar as chaves de cada fase.

No fim da sétima fase, Camille revela a Nemo que na verdade foi ela mesma que invocou Nemo para Slumberland, pois queria que Nemo salvasse seu pai Morpheus, que foi sequestrado pelo Rei dos pesadelos, que planeja dominar Slumberland e fazer com que predomine apenas os sonhos ruins nas cabeças de todos.(Alguém aí lembrou de "A pedra dos sonhos"? ^^)

Camille presenteia Nemo com um cetro mágico, que lhe permite soltar poderosas bolas de energia que podem ser carregadas(assim como megaman faz).

Na fase 8, Nemo já não precisa mais achar as benditas chaves(alelúia!), mas, em compensação, terá que atravessar uma fase pedreira que é dividida em três partes, com 3 chefes(Droga!).

Little Nemo: the dream master apresenta um desafio instigante que pode amedrontar a geração pokémon, mas que saciará por horas a diversão dos veteranos e fãs hardcore de games.

Apesar do jogo ter continues infinitos, quem já jogou alguns jogos de NES sabe que alguns deles são bem extensos e não possuem passwords, ou seja, o jogo deve ser terminado em uma jogada só.
Little Nemo é um desses jogos ^^

Penso que se o jogo tivesse passwords, ele poderia ter mais fases e poderia ter aproveitado melhor as criaturas macaco e siri(gostei dessas duas criaturas hehehe)

Tirando isso, Little Nemo: the dream master é um dos vários clássicos do NES e um super jogo que merece ser visto com atenção, seja pelos seus gráficos excelentes, seja pela sua diversão, seja pela mecânica de jogo(que é o que fez a diferença), enfim...

Papo furado: Adquiri esse jogo por uma bagatela de R$ 10,00 em uma locadora que também tinha: Yo!noid, Tiny toon adventures e Adventures of Lolo. As três estão gritando até hoje no meu ouvido: "Me compra, Kaji! Me compra!" *.*